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Bandidos circulam armados e escrevem nomes de facções em casas reformadas na Providência
Sai o exército, entra o tráfico
Um dia após o Exército deixar o Morro da Providência, no Centro, depois de a Justiça Eleitoral do Rio ter embargado as obras do projeto Cimento Social, traficantes voltaram nesta quarta-feira a marcar seu território, como revela reportagem publicada pelo jornal O Globo nesta quinta-feira. Em algumas casas recém-reformadas pelo projeto, apareceram inscrições com as iniciais de uma facção criminosa - as letras foram escritas com pedaços de tijolo. Policiais militares do Grupamento de Policiamento de Áreas Especiais (Gpae) faziam o patrulhamento na favela, enquanto carros das Rondas Ostensivas Nazareth Cerqueira (Ronac) circulavam no entorno do morro.
No interior da Providência, traficantes andavam armados pelas vielas, à vista dos moradores.
Apesar de ter se retirado anteontem, o Exército poderá estar de volta ao morro na próxima terça-feira, quando deve acontecer a reconstituição do crime pelo qual estão presos 11 militares: eles são acusados de, no último dia 14, ter detido e entregados três jovens da Providência a traficantes do Morro da Mineira, no Catumbi, que assassinaram os rapazes. A reconstituição deve seguir para as proximidades da Mineira.
Dentro do inquérito aberto pela Polícia Civil, militares acusados do crime, que estão presos no Batalhão de Polícia do Exército (PE), na Tijuca, reconheceram por fotografias pelo menos quatro traficantes da Mineira que teriam participado do assassinato dos jovens, segundo informou o "RJTV", da Rede Globo.
Fonte: O Globo
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