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Greve dos carteiros já afeta o serviço de Sedex em todo estado

A empresa não está mais recebendo encomendas pelo sistema Sedex 10 e Sedex Hoje, pois não há garantia de entrega no prazo


A paralisação dos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) do Paraná, iniciada na manhã desta terça-feira (1º), já afeta o serviço de entrega rápida. A empresa não está mais recebendo encomendas pelo sistema Sedex 10 e Sedex Hoje, pois não há garantia de entrega no prazo. O serviço de Sedex normal, que o prazo é de três dias, ainda está sendo efetuado. Os clientes, porém, são orientados que podem ocorrer atrasos em função da greve.



As agências estão funcionando normalmente, pois a greve atinge apenas os carteiros. De acordo com a assessoria dos Correios, dos 6,2 mil trabalhadores do setor de entrega de correspondência em todo Paraná, cerca de 1.054 cruzaram os braços. Para o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), porém, a adesão foi bem maior. O número de funcionários parados chegaria a 50% em todo estado e 70% em Curitiba e região metropolitana.



Contas

A greve dos carteiros pode atrasar a entrega de contas e boletos bancários com vencimento nos próximos dias. A coordenadora do Procon-PR, Ivanira Pinheiro, alerta que o consumidor não deve pensar que "ganhou" mais alguns dias para acertar as contas. A orientação é que os clientes busquem outras formas de efetuarem os pagamentos. “A greve não justifica o não pagamento das contas”, explica.



A alternativa é pedir a empresa o envio de uma segunda via da fatura por e-mail ou fax. O consumidor pode se oferecer para fazer um depósito bancário ou pagar pessoal na empresa. Ivanira informa que as empresas não podem cobrar pela emissão da segunda via da conta.



Os carteiros decidiram deflagrar a greve na noite de segunda-feira (30), porque, segundo os trabalhadores, não houve cumprimento do acordo firmado entre a ECT e a categoria durante a paralisação realizada em abril. Na ocasião, a empresa se comprometeu a incorporar um adicional de 30% nos salários dos carteiros por periculosidade e fazer a revisão da participação nos lucros de 2007, que teria sido distribuída de forma desigual. “O adicional deveria estar nos pagamentos de 30 de junho e não foi cumprido”, diz Nilson Rodrigues dos Santos, secretário-geral do Sintcom-PR.



Santos alega, ainda, que a forma de distribuição do porcentual de participação nos lucros da empresa destinado a cada funcionário não foi revisto. “No ano passado, teve membro da cúpula dos Correios que recebeu R$ 40 mil, enquanto carteiros ganharam apenas R$ 300”, conta. Um terceiro ponto pedido pelos carteiros na última paralisação foi a discussão de um plano de cargos, carreiras e salários. “Agora, a direção da empresa está querendo fazer a implantação do plano de forma unilateral”, explica o sindicalista.



A última paralisação durou oito dias e atrasou a entrega de aproximadamente 4 milhões de correspondências. Nesta segunda-feira, um grupo de carteiros permanece concentrado em frente à sede dos Correios, na Avenida João Negrão, como forma de protesto. Para a quarta-feira (2) está prevista uma passeata da categoria até a Assembléia Legislativa do Paraná, no Centro Cívico.



Brasil



Além do Paraná, os sindicatos dos estados do Amazonas, Bahia, Goiás, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia e Sergipe, do Distrito Federal, e das cidades de São Paulo, Campinas, São José do Rio Preto, e da região do Vale do Paraíba aderiram à greve.


Fonte: Gazeta do Povo



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