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Alojamento
Guantánamo receberá haitianos que tentarem fugir para os Estados Unidos após terremoto
Os Estados Unidos começaram a erguer tendas na estação naval americana na Baía de Guantánamo para alojar trabalhadores emigrantes haitianos interceptados em alto mar, caso uma onda de emigração em massa ocorra devido ao terremoto que devastou o país na semana passada, informou uma autoridade da base. Foram colocadas cerca de 100 barracas, cada uma capaz de abrigar 10 pessoas, e as autoridades têm mais de mil abrigos disponíveis.
As autoridades americanas também instalaram vasos sanitários, reuniram camas portáteis e organizaram outros equipamentos, disse o contra-almirante Thomas Copeman.
Os trabalhadores haitianos seriam retidos no lado da base oposto ao centro de detenção e não teriam contato algum com os prisioneiros.
A base americana no sudoeste de Cuba também está sendo usada para transportar suprimentos e outras ajudas ao Haiti. Ela fica a cerca de 320 quilômetros da região atingida pelo terremoto.
No início da década de 1990, a base alojou dezenas de milhares de haitianos que foram interceptados no mar. Eles permaneceram na ilha até que fossem levados pelo governo americano de volta ao país de origem.
Dezenas de milhares de pessoas tentam deixar a capital hatiana, Porto Príncipe, desde o terremoto . A fila para obtenção de vistos na embaixada dos Estados Unidos (próxima à base militar brasileira General Barcellos, no bairro de Camp Charlie) reúne centenas de haitianos que têm alguma ligação com o país e querem aproveitar a chance para emigrar. A maioria tem o visto recusado.
Temendo uma fuga em massa de haitianos em botes e barcos para Miami, na Flórida, no estilo dos refugiados cubanos, o embaixador americano no Haiti, Raymond Joseph, desencorajou os desesperados.
- Não corram para os barcos para fugir do país - diz o embaixador. - Se vocês acham que ao chegarem aos EUA vão encontrar as portas abertas, não é esse o caso.
Na quarta-feira, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, disse ter mobilizado os navios americanos no Haiti para limpar o porto da capital, Porto Príncipe, com o objetivo de fazê-lo voltar a funcionar o mais rápido possível. Gates afirmou ter ordenado a limpeza do porto com navios equipados com gruas e guindastes, que "em uma semana ou duas poderão fazer com que o porto volte a operar".
Fonte: O Globo
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