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Bolsas europeias reduzem perdas nesta sexta
Mercados operam em queda, mas acima das mínimas, amparados por dados positivos da Alemanha e Espanha
As preocupações com a crise de dívida da Grécia e seus efeitos em outros países endividados continua no foco dos mercados internacionais, que também digerem os primeiros resultados da eleição no Reino Unido, que apontam um parlamento travado no país. Os investidores ainda se recuperam do susto levado na quinta-feira com possíveis erros em operações que derrubaram as bolsas de Nova York. No Brasil, o índice futuro da Bovespa registrava alta de 0,62% às 9h20 ( de Brasília).
As bolsas europeias operam em queda, mas acima das mínimas, com certo suporte de dados sobre produção industrial na Alemanha e sobre o Produto Interno Bruto (PIB) da Espanha. O aumento de 4,0% na produção industrial da Alemanha em março, na comparação com fevereiro, ficou acima do esperado por economistas ouvidos pela Dow Jones, que previam crescimento de 1,8%.
Outra notícia positiva veio da Espanha. Segundo banco central do país, a economia espanhola cresceu 0,1% no primeiro trimestre deste ano, ante o quarto trimestre do ano passado, marcando o primeiro trimestre de expansão após seis trimestres consecutivos de contração. Às 9h20 (de Brasília), o índice Ibex-35, da Bolsa de Madri, subia 0,86%.
No entanto, outras bolsas importantes da Europa ainda apresentavam baixa. No mesmo horário, o índice FT-100 de Londres caía 0,62%, o CAC-40 de Paris cedia 1,38%, e o DAX de Frankfurt recuava 0,87%. No Reino Unido, a possível confirmação de um parlamento travado pesa sobre o sentimento dos investidores, que estão preocupados com o fato de que um impasse poderá tornar mais difícil para o país resolver seus problemas de dívida.
Além disso, os investidores continuarão acompanhando de perto o desenrolar dos problemas na Grécia. A Câmara Baixa do parlamento da Alemanha aprovou a ajuda de 22,4 bilhões de euros à Grécia nesta manhã, o que colaborou para a diminuição das preocupações com a questão da Grécia. Agora o projeto de lei será votado pela Câmara Alta, ainda nesta sexta.
No mercado de câmbio, o euro sobre diante do dólar, em sinal de que a forte aversão ao risco observada ontem diminuiu. Um dos motivos do alívio veio do Japão, depois de o ministro de Finanças do país, Naoto Kan, sugerir que o grupo dos sete países mais industrializados do mundo, o G-7, vai começar a tentar reduzir o nervosismo dos mercados provocado pela turbulência na Grécia.
O ministro japonês negou especulações de que o G-7 pudesse intervir conjuntamente no mercado de câmbio para dar suporte ao euro, mas disse que os ministros do grupo deverão fazer uma teleconferência hoje para tratar da Grécia. As declarações aumentaram as expectativas de que os países industrializados vão trabalhar em conjunto para diminuir as preocupações com dívidas soberanas de alguns países europeus, o que encorajou a compra de euro. Além disso, o ministro de Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, afirmou que não se pode permitir que a solidariedade para com a Grécia falhe.
Às 8h30 (de Brasília), o euro subia para US$ 1,2767, de US$ 1,2599 no fim da tarde de ontem, enquanto o dólar avançava para 92,55 ienes, de 89,82 ienes ontem. A libra declinava para US$ 1,4679, de US$ 1,4832 ontem. Entre as commodities, o petróleo para junho tinha alta de 0,78% na Nymex eletrônica, para US$ 77,71 por barril, e o cobre para junho operava com ganho de 0,39% na Comex, para US$ 3,1215 por libra-peso. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Estadão
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