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Cinco são presos por fraude em concursos
Ministério Público suspeita que o esquema funcionava em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul
Cinco pessoas foram presas no fim de semana durante a Operação Gabarito, que tem como objetivo recolher provas para comprovar a suspeita de fraudes em licitações e concursos públicos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Em Itapiranga, no Oeste, foram presos Tarcísio Immig e Romaldo Spies, funcionários da Faculdades Itapiranga (FAI) e que seriam proprietários da empresa IPX Consultoria, Cursos e Concursos Ltda.
De acordo com a comunicação social do Ministério Público, a empresa era contratada para realização de concursos públicos, com suspeita de fraudar licitações. Segundo o promotor de Justiça da Comarca de Itapiranga, Luiz Felipe Czesnat, há suspeita de que alguns participantes de concursos entregavam o gabarito em branco, que depois eram preenchidos por pessoas que realizavam a prova. Com isso eram beneficiadas pessoas ligadas a funcionários públicos municipais, e não quem tinha o melhor desempenho para ocupar o cargo.
O diretor da FAI, Tarcisio Kummer, disse que a instituição não está envolvida nos concursos, já que os dois presos eram apenas funcionários do Núcleo de Ensino à Distância.
Suspeitos estão detidos em quartel da Polícia Militar
O Ministério Público informou que não há indícios do envolvimento da FAI no esquema. Também foram presas Janete Picolo, em Descanso, o ex-secretário de Educação de Mondaí, Ademir Rower, e a chefe do setor de Recursos Humanos de Águas de Chapecó, Isamara Rolim.
Os cinco tiveram prisão temporária (para investigação policial) decretada e desde sábado estão no quartel do 2º Batalhão de Polícia Militar de Chapecó, onde foram ouvidos por representantes do Ministério Público.
Equipamentos de informática, provas de processos seletivos, gabaritos e outros documentos foram recolhidos e encaminhados para São Miguel do Oeste. A investigação iniciou há seis meses pela Promotoria de Justiça de Pinhalzinho, que suspeitou de fraudes que estariam sendo praticadas no Oeste catarinense e até em municípios do Rio Grande do Sul. O Ministério Público ainda não divulgou as cidades onde podem ter ocorrido as fraudes para não prejudicar as investigações.
Fonte: Diário Catarinense
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