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Relatório da PF revela que até a Draco, que investiga caça-níqueis, recebia mesada de bicheiros


Nem a Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco-IE), encarregada das investigações sobre as máfias dos caça-níqueis, o jogo do bicho e os bingos, escapou do esquema de pagamento de propinas feito pela contravenção, como mostra reportagem publicada no jornal "O Globo". De acordo com o pen drive apreendido com o bicheiro Rogério Costa de Andrade e Silva, que consta do relatório da Operação Segurança Pública S/A, policiais da especializada teriam recebido R$ 2 mil mensais na época da prisão do bicheiro, em setembro de 2006. Qual é a saída para reduzir ao máximo a corrupção envolvendo autoridades e políticos?



Além da Draco, outras unidades policiais apareciam na lista da contravenção, segundo a Polícia Federal. São pelo menos cinco planilhas identificadas como "ob. filantrópicas", em que são citados batalhões da PM, delegacias distritais e especializadas e até mesmo viaturas espalhadas pelos bairros de Bangu, Barra da Tijuca, Marechal Hermes, Abolição e Centro, onde Rogério Andrade mantinha seus negócios. Numa das planilhas, a previsão dos gastos com propina, que seria mensal, chega a R$ 216 mil. Em outras, há uma instrução clara para que os valores fossem pagos nos dias 5 ou 20 de cada mês.



Como O GLOBO publicou neste domingo, 14 anos depois de estourada a fortaleza do bicheiro Castor de Andrade, a quadrilha comandada por Rogério ainda mantinha mensalões para ex-membros do alto escalão do governo do estado. De acordo com o relatório da PF, há indícios de que Madame, Príncipe e Cardeal, codinomes que aparecem na planilha da contabilidade do contraventor, seriam a ex-governadora Rosinha Garotinho, o ex-governador Anthony Garotinho e o ex-chefe de Polícia Civil e deputado Álvaro Lins (PMDB).


Fonte: O Globo



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