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Polícia tem um suspeito de detonar bomba na Capital

Três pessoas ficaram feridas durante a explosão em uma padaria


A Polícia Civil identificou um suspeito de ter colocado uma bomba na Padaria e Lancheria Roquete, ponto comercial na esquina da Rua Coronel Vicente com a Avenida Independência, no centro de Porto Alegre. O artefato, provavelmente acionado por meio de um telefone celular, espalhou esferas de aço e pregos pelo local e feriu três pessoas.



Uma das vítimas, a cabeleireira Tokie Yanagi da Cunha, 63 anos, feriu-se com gravidade e está internada em estado regular na UTI do Hospital de Pronto Socorro (HPS). Os outros feridos — Cátia Fortes Mendes, 66 anos, e Anselmo Torres, 61 anos — foram medicados e liberados.



O caso, ocorrido na segunda-feira, é investigado pela Delegacia de Homicídios. Duas pistas importantes levaram os policiais ao nome do suspeito. Dez minutos antes de explodir a bomba, ele ligou para o telefone da padaria avisando que o artefato iria explodir. Valdir Moretto, um dos proprietários, ouviu a ameaça e achou que era um trote. Mas o número do celular usado para a ligação ficou gravado no identificador de chamadas do estabelecimento.



A outra pista foi uma impressão digital encontrada no copo em que o homem que colocou a bomba tomou café.



— Não podemos adiantar nada sobre a investigação. Mas posso dizer que estamos trabalhando 24 horas no caso e que as informações colhidas nos possibilitam ter um quadro bem claro sobre o crime — afirmou o delegado da Homicídios, Bolívar Llantada.



Ontem, agentes ouviram Anselmo Torres, um dos feridos. Ele olhou o retrato falado do suspeito - um homem de cor branca, bigode e cabelos claros - , que a polícia prefere não divulgar. Não o reconheceu, porque não o viu. Mas prestou informações sobre a pasta em que estava a bomba.



Os agentes tentam achar algo que tenha motivado o criminoso a praticar um ato de vingança. A possibilidade de a bomba ter sido colocada ao acaso também não é descartada.


Fonte: Zero Hora



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